02/09/2010

Cataventos

A cada instante
Sopram os ventos
Inflam as velas
Dos meus pensamentos
E os cataventos
Giram giram giram

O Teatro se espalha ao redor do corpo como um turbilhão. Não apenas um, são vários pequenos, muitos, milhares. Devoram medos e devolvem forças, devoram forças e devolvem medos. Movem-se fazendo você se mover. Expressar. Flutuar. Expandir. Contrair até quase sumir. Um banho em ritual, te faz voltar ao normal, é o que diz o professor Alexandre em sua sabedoria. Será?


2 comentários:

  1. Tudo parece ter olhos, cada parede, cada poltrona, cada janela, cada cortina, cada tábua do palco. Não precisa estar cheio o teatro para haver seres observando os movimentos no palco... Que força é essa que habita aquele lugar?

    ResponderExcluir
  2. Penso no gesto e nas questões implicadas. E as palavras não ditas? Penso nelas, engolidas por ti, por mim e todos ali. Ao mesmo tempo!
    Minutos que dizem meses, como num sonho. Marcas que se somam na experiência real. Mas aquele palco não seria também real? Tão real como uma global cartola de mágico, onde todos nós vivemos, entre os desgrenhados cabelos vermelhos do Chapeleiro Maluco.

    ResponderExcluir